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Livros sobre a guerra e a paz em Angola

18-08-2010


O escritor cubano Lázaro Cárdenas Sierra lançou, na passada semana, em Luanda a sua primeira obra de carácter político intitulada "Angola e a África Austral", um livro que contém apontamentos sobre o processo negocial para a paz entre os anos de 1976 e 19

Lázaro Sierra fez, na sua obra, uma dedicatória ao Presidente da República, José Eduardo dos Santos, que classifica como um artífice da reconciliação e da reconstrução nacional de Angola.

“A motivação para escrever este livro, surgiu como uma homenagem ao povo cubano e angolano, com a intenção de mostrar a realidade do campo negocial e militar, na resolução da ONU número 435, de 1978. Não é uma obra perfeita mas serve para motivar a nova geração no conhecimento profundo sobre este assunto. Porque a obra dá uma visão geral da realidade que se viveu naquela altura sobre o processo de paz”, disse o autor da obra.

Lázaro Sierra refere que o livro é dedicado a Angola e à África Austral e foi produzido com as verdadeiras raízes históricas das perspectivas de paz que se produziram em Angola, Namíbia e África do Sul.

Sierra põe a descoberto e demonstra que só se conseguiu aplicar a resolução 435 de 1978 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, relativa à independência da Namíbia, graças à sábia combinação entre uma depurada técnica de negociação diplomática desenvolvida por Angola e Cuba, aliada aos sucessos obtidos no campo da batalha pelas suas forças militares.

O autor analisou o impacto negativo da desinformação e o nível de conhecimento que existia internacionalmente sobre a realidade angolana.

O trabalho de investigação é resultado da observação pessoal do autor, levada a cabo de forma metódica e persistente, com base na recolha de muitos depoimentos e documentos. “Tudo graças ao privilégio de ter vivido vários anos em Angola e em alguns países africanos”, descreveu Lázaro Sierra.

O livro foi lançado pela editora Mayamba, com uma tiragem de 2500 exemplares, e tem 815 páginas. A cerimónia de apresentação do livro decorreu no Auditório Maria do Carmo Medina, da Universidade Agostinho Neto, e contou com a presença de vários deputados, políticos, jornalistas e escritores angolanos.

Lázaro Sierra nasceu em Havana, Cuba, a 28 de Janeiro de 1948, e é licenciado em Ciências Políticas. Em 1965, foi incorporado nas Forças Armadas Revolucionárias de Cuba (FAR). Trabalhou na embaixada de Cuba em Angola como adido militar adjunto entre 1988 e 1991.

O vice-presidente do MPLA, Roberto de Almeida, enalteceu, na cerimónia de lançamento do livro, a iniciativa do autor e recomendou aos angolanos que viveram vários períodos históricos de Angola a tomarem igual iniciativa.

“Embora os livros não valham pelo seu peso, este vale o peso que tem. Por isso, felicito o autor desta obra, pela importância que ela tem no contexto da história política do nosso país, e aconselho os angolanos que viveram este período a fazerem também recolhas”, disse Roberto de Almeida.

Jorge Valentim também fez o elogio da obra, referindo que é uma forma de contribuir para História de Angola. “Quero felicitar o autor pela contribuição à História de Angola, que é muito complexa, porque houve muitas intervenções estrangeiras e cada uma com os seus próprios interesses. Cada angolano deve fazer uma síntese, seguindo o exemplo do nosso Presidente da República, José Eduardo dos Santos, que nos apela à paz, à reconciliação nacional e à identidade nacional, por isso, penso que todos devem ler o livro e estudá-lo”, referiu Jorge Valentim.

Este ex-dirigente da UNITA, por seu turno, e também pela editora Mayamba, lançou esta quarta-feira o seu livro, igualmente sobre os meandros da paz e da guerra em Angola, no auditório do CEFOJOR, em Luanda.

Jorge Alicerces Valentim, veterano da cena política angolana, com passagem pela FNLA e UNITA e hoje independente, recolhido às origens, no popular bairro da Canata, no Lobito, apresentou um livro sobre os processos de paz que conduziram às primeiras eleições gerais em Angola, em Setembro de 1992.

O autor, que chefiou a comitiva da UNITA nas negociações com o Governo no ano de 1989, em Nsele, Kinshasa, e na quarta ronda de negociações em Lisboa, decisiva para os Acordos de Bicesse, afirma que escreveu a obra “depois de percorrer todas as direcções e diversos documentos narrativos dos principais factos do período entre 1989 e 1992, que refrescaram a minha humilde memória”.

Jorge Valentim refere que está agora em condições de “analisar objectivamente a difícil marcha do povo angolano na fase das grandes e profundas contradições para atingir a paz, reconciliação nacional e cooperação”.

O político, que voltou a ser o negociador autorizado pela UNITA de Jonas Savimbi, no período pós-eleições, em Abidjan, no ano de 1993, e em 1994, em Lusaka, considera “quase um milagre” a convivência pacífica e harmoniosa vivida em Angola. “Foi muito difícil esta evolução, quase um milagre, a partir de dois mundos de ideias contrárias, de sistemas ideológicos e doutrinários que se combatiam e se excluíam para chegar, hoje, a uma convivência pacífica e harmoniosa no mesmo espaço nacional”, escreve o autor de “Caminho para Paz e Reconciliação Nacional – de Gbadolite a Bicesse (1989-1992)”, que sai a público com a chancela da Mayamba Editora.

Jorge Valentim foi ainda porta-voz da UNITA, até 1997, ano em que rompeu com Jonas Savimbi, que lhe pediu para abandonar o cargo de ministro de Hotelaria e Turismo no Governo de Unidade e Reconciliação Nacional (GURN), e que regressasse às matas para continuar a guerra contra o governo de Angola, saído das eleições de 1992.

Brigadeiro reformado das Forças Armadas Angolanas, Jorge Valentim nasceu a 29 de Maio de 1937, no bairro da Canata, na cidade de Lobito, onde fez os seus estudos primários e secundários. Entre 1956 e 1958 fez os estudos liceais no Liceu Diogo Cão, Sá da Bandeira, actual Lubango.

No ano de 1958 embarca para Portugal onde frequenta as faculdades de Medicina de Lisboa e de Coimbra, até evadir-se de Portugal, integrado no primeiro grupo de estudantes das colónias portuguesas que se vão juntar ao movimento de libertação nacional.

Ingressa na União das Populações de Angola (UPA), mais tarde Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), em 1961. Nesse mesmo ano assume a presidência da União Nacional dos Estudantes Angolanos (UNEA) pró-FNLA. Pouco depois parte para os Estados Unidos de América, onde representa a UPA até 1963. Em 1964 representa a UPA no Katanga.

Já em Bruxelas, em 1966, adere à UNITA, recebendo como missão mobilizar ciclos políticos em África e Europa a favor do movimento. Desde então e até 1998 foi membro da direcção da UNITA.

No mesmo ano, com Eugénio Ngola Manuvakola, cria a UNITA-Renovada, ao apresentar à imprensa nacional e internacional, o Manifesto do Movimento Renovador da UNITA, que opta pela paz e reconciliação nacional, privilegiando a confrontação política à via armada.

De 1997 a 2004 foi ministro de Hotelaria e Turismo. Em 2005 regressa ao Parlamento, como deputado pela bancada da UNITA, até às eleições legislativas de 2008. Agora oferece ao país as suas memórias políticas.








 
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